Oie!! Que bom estar novamente falando com vocês!

Hoje gostaria de trazer um tema que acredito ser um dos grandes desesperos de todas as famílias, a Birra infantil! Digo toda as famílias, por que esse é um comportamento absolutamente comum as crianças, variando apenas em intensidade, prolongamento e frequência! Faz parte de uma experimentação de limites e mais do que isso, da imaturidade emocional que permeia a infância!

Por isso tranquilize-se, não é apenas o seu filho que às vezes  te faz sentir vergonha em lugares públicos, que se joga no chão, que tem ataques de fúria e todas essas coisas! Antes de provarmos as delícias e os desafios da maternidade, muitas de nós até julgaríamos ao ver esta cena acontecendo em um supermercado ou restaurante, até que um certo dia acontece com você!!! Pois é… Acontece!

O bacana é entendermos porque funciona assim! As crianças nascem prontas para sentir, o lado do cérebro responsável pelos sentimentos está a todo vapor e estes pequenos bebezinhos são capazes de acessar todos os sentimentos. Em contra partida o lado do cérebro responsável pela razão ainda caminha a passos lentos e tal caminhada só estará completa em torno dos 20 anos.  Isso não quer dizer que durante todo esse tempo você estará fadada a espetáculos e tão pouco que precise se submeter  passivamente! Você somente precisa aprender a lidar com eles, contorná-los, entendê-los (e uma boa dose de paciência também) !

O desenvolvimento cerebral não pode ser abreviado, mas pode ser qualificado.  Podemos ajudar nossas crianças a passarem por este desconforto com mais segurança e tranquilidade! Você deve estar pensando: “ Ajudar a criança??? Quem precisa de ajuda sou eu!!!”  Incrivelmente a criança se sente tão chateada, aborrecida e  insegura quanto você, a diferença é que ela não sabe o que está acontecendo consigo mesma! O seu cérebro ainda imaturo, não consegue nomear seus sentimento, ela simplesmente sente! Seu corpo é tomado por uma enxurrada de emoções as quais ela não sabe o que é, e nem como controlar.

Você imagina o quanto isso pode ser incômodo? Imagine-se passando por uma situação desta! Provavelmente você iria desejar acolhimento, alguém que lhe ajudasse a conduzir seu caos, que lhe explicasse com calma e afeto o que está sentindo.

Acontece que quando, nós adultos, nos vemos nesta situação tendemos a ter duas atitudes:

  1. Ficar furioso com a criança, gritar, conter a força, castigar e por ai vai…
  2. Ceder aos desejos para que aquele momento termine logo.

Muito bem, talvez estas não sejam as atitudes mais eficazes!

Voltando a nos colocarmos no lugar da criança, imagine você tomado pela raiva, pânico, irritação e alguém intervir com gritos, palmadas, descontrole e castigos! Como você se sentiria? Acredita que essa atitude pode de fato solucionar o problema? Talvez até resolva momentaneamente, mas você não estará em absoluto colaborando com o desenvolvimento do seu filho.

Agora pensando naqueles momentos em que cedemos as birras. A criança deduz que agindo desta forma, consegue benefícios e vantagens ou seja, o que você acreditou ter acabado somente foi fortalecido para um próximo episódio!

OK! Agora que provavelmente já lhe deixei com a impressão de “mato sem cachorro”, preciso te dar uma força em como conduzir!

Aí vão 05 dicas que poderão ser úteis:

  1. Converse, crianças entendem tudo o que lhes é devidamente explicando.
  2. Estabeleça diálogos com seu filho, diga claramente o que sente, como deseja que ele se comporte, e os motivos para isso. Comunique-se, faça combinados prévios, seja clara. Ex.: “Filho, você vai com a mamãe ao supermercado, e o nosso passeio será muito divertido, vamos ver coisas interessantes e gostosas. O que você acha de escolhermos uma coisa para trazer para casa, mas deverá ser somente uma coisa, tudo bem? Esse será nosso combinado!”
  3. Ajude a criança  fazendo  a ponte entre o que ela está sentindo e as razões para isso. Ex.: Sei que você está cansado, com sono e por isso está se sentindo irritado, procure se acalmar e já já iremos para casa!”
  4. Na hora da birra procure conter a criança, com firmeza e docilidade para que se acalme. Encaminhe-se para um lugar mais reservado, ajude-a a respirar. No  olho do furacão não é hora de longos discursos.
  5. Não ceda. Tenha certeza e convicção de suas razões antes de dizer um não, para correr o risco de mudar de ideia. A criança atribuirá a sua mudança de opinião ao comportamento dela, o que favorece as birras futuras.

Ah, para terminar, somente gostaria de lembrar que toda relação exige empenho e persistência! Certamente a comunicação deverá ser uma constante, continuarão havendo dias de desespero, dias em que nada parece funcionar, mas não se esqueça que construir uma boa relação com seu filho sempre valerá a pena!

Se hoje não foi um bom dia, amanhã a gente acorda e tenta de novo!!!

Boa sorte

Bjs.

Jheruza Duailibi é mãe do Murillo (10 anos) e do João Antônio (7 anos). É Coach parental, ajuda famílias a atingirem sua melhor performance dentro de casa, frequentemente nos preocupamos com nossos resultados profissionais e não paramos para pensar que nosso maior projeto e desafio, são nossa família. Tem formação acadêmica em Comunicação Social. Pós-graduação em Comércio Exterior e Marketing Internacional pelo Instituto Europeu de Ensino Superior (Madri – Espanha) e é formada em COACHING pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC). Especializada em Coaching infantil – habilitada ao atendimento de crianças, famílias e professores – pela Rio Coaching. www.livingcoaching.com.br

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