Todos os dias têm novas e envolventes descobertas sobre o mundo do pré-natal e suas experiências. É inquestionável desejarmos hoje entender esse novo ser e suas etapas de desenvolvimento, considerando, além de fatores biológicos, os psicossociais e os afetivos, e suas inter-relações.

A importância das relações afetivas do recém-nascido para uma melhor estruturação de seus vínculos e, consequentemente, um melhor e mais adequado desenvolvimento orgânico e psíquico.

A verdade é que hoje sabemos que o feto já possui o que podemos chamar de vida mental sensorial, a partir dos 6 meses de idade gestacional. Nesse sentido, podem ser identificados três níveis de interação entre a criança e o mundo.

Biológico – esse é o mais antigo e reconhecido nível, no qual sabemos que a criança sofre influencia direta da fisiologia da mãe, e que troca humoral via corrente sanguínea podem criar alteração e resposta especifica na criança, como por exemple, um apport maior de adrenalina vinda da mãe quando esta se encontra em estado de reação de “ataque-fuga”. Outras substâncias como drogas psicoativas igualmente podem passar pela barreira placentária provocando alterações no sistema nervoso da criança.

Comportamental – Nesse nível podem-se observar comportamentos independentes da criança, em que essa manifesta respostas específicas a estímulos sensoriais, que independem totalmente de interferência da fisiologia materna.

Afetivo – Dos três níveis, este é o mais subjetivo e que ainda necessita de melhores pesquisas para esclarecerem determinadas evidências que vêm sendo observadas.

A gama de resposta que se pode observar no feto desde o 2º trimestre de idade gestacional demonstra de forma inquestionável que, ao contrário do que se pensava atá há alguns anos, a criança não nasce com um mente em forma de folha em branco em que o adulto e o mundo irão escrever e determinar o que quiserem, mas, ao contrário, ela é portadora de um potencial imenso que se manifesta muito mais precocemente do que supúnhamos e sua identidade e individualidade possui base neuropsicológica e genética de sofisticação profunda que já reage às demandas do mundo imediato que a cerca, muito antes do nascimento.

Pré-Natal Odontológico

O pré-natal odontológico consiste basicamente na conscientização da gestante sobre a importância de cuidar de sua própria boca e em dar orientações sobre o que a mãe deve fazer quanto a saúde oral de seu bebe.

Os conceitos da mãe em relação a própria saúde bucal é que levarão a formação ou não de hábitos e cuidados com a higiene bucal da criança.

É importante que a gestante visite o cirurgião-dentista para eliminar suas dúvidas quanto a saúde oral e fazer os tratamentos necessários, para que sua boca fique saudável, proporcionando, assim, melhor saúde também ao seu bebê.

Normalmente, a gestante está apta a receber qualquer tipo de tratamento odontológico sem causar nenhum dano ao bebê que está se formando. Todos os tratamentos necessários devem ser realizados, pois infecções ou doenças bucais da gestante podem afetar o feto pela transmissão via corrente sanguínea.

É comum a gestante apresentar sangramento gengival. Durante a gestação, ocorrem constantes alterações hormonais e a gengiva tem uma resposta intensa a essas alterações e apresenta sangramento por causa do aumento da vascularização. Nesses casos, com a gravidez, se não houver acompanhamento de um cirurgião dentista para que a doença não evolua, pode aparecer a famosa periodontite, doença gengival que acomete as estruturas que suportam o dente na cavidade bucal. Alguns estudos sugerem que gestantes com periodontite nos graus moderado e severo podem apresentar partos prematuros, por causa do aumento dos níveis de prostaglandinas, que são responsáveis pelas contrações.

As gestantes podem ter cáries durante o período de gravidez, e estão geralmente associadas a mudança de hábitos nesse período, a começar pela ingestão de alimentos mais ácidos, assim como o aumento da freqüência alimentar ( já que o estômago fica mais reduzido e a gestante come mais porções e menores durante o dia) e a diminuição da higiene bucal. O cirurgião dentista também poderá ajudar a gestante a evitar o aparecimento de cáries por meio da profilaxia, aplicações tópicas de flúor sobre o dente e orientações da melhor forma de higiene bucal para cada caso especificamente.

Paula Coelho é mãe, Odontopediatra e Ortodontista. Procura sempre estudar e se atualizar nestas áreas, como mãe acredita que as crianças são o melhor meio de mudança para o mundo, através de estímulos e orientações corretas, como profissional acredita no poder da prevenção e hoje tem certeza que é a chave de tudo para o bom desenvolvimento estomatognático, facial, o correto desenvolvimento mastigatório e o mais importante a saúde bucal! Contato:  67 9912-3847

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